Vamos resenhar sobre o segundo livro do ano, e o primeiro livro de romance do autor Augusto Cury, um presente de aniversário do meu digníssimo namorado. Confesso que no início pensei: "Autor brasileiro, foge completamente do que estou acostumada a ler, será que vou gostar? Deixo uma frase da minha mãe para você refletir: "Gabriella, se você está achando tantas frases bonitas e está lendo nessa rapidez, você realmente gostou do livro". E sim, eu estou apaixonada por Marco Polo, Falcão e cia!
"O futuro da humanidade" não é um livro muito fácil de se ler, aliás, ele é bem filosófico e no seu início te faz refletir muito sobre a vida e até mesmo sobre a existência de Deus, o autor segue os princípios cristãos, então trás a espiritualidade consigo de maneira forte, reflexiva e encantadora. Fora a forma como vê a educação e o professor, a relação professor-aluno nas universidades, o papel do psicólogo e do psiquiatra e principalmente, a substituição de remédios por diálogo, atenção e carinho.
Mas chega de enrolação e vamos tentar fala desse livro, vejo-o dividido em três partes, a primeira quando Marco Polo (o personagem principal) chega a faculdade de medicina e se depara com vários corpos sobre mesas e o professor diz que estão ali pois não tem histórias, transtornado, Marco Polo parte em busca de respostas e encontra Falcão, um mendigo que conhece a todos daquela sala de anatomia e suas respectivas histórias. Tanto Falcão quanto os indigentes sofriam de algum problema psíquico (por isso muitos estavam na rua), mas antes foram grandes homens e mulheres. Falcão, por exemplo, tinha sido professor universitário de filosofia, largou família e emprego para viver na rua após várias crises, foi um dos personagens mais encantadores que já conheci.
"Muitos dos que têm endereço certo passam pela existência sem nunca percorrer as avenidas do próprio ser. São forasteiros para si mesmos. Por isso, são incapazes de corrigir suas rotas e superar suas loucuras."
Falcão era de uma sabedoria que a todos os momentos me fazia refletir sobre várias áreas da minha vida e o mesmo fez com Marco Polo, o que fez ele crescer, amadurecer e até mesmo se especializar em psiquiatria, onde inicia a segunda parte do livro, onde nessa especialização, Marco Polo estagiou em uma clínica de renome, mas que pouco se importava com seus pacientes, com isso, Marco Polo percebeu que o que lhes faltavam não era medicação e sim atenção. Daí começa o terceiro momento, com tal pensamento formado (e experiência adquirida), Marco Polo começa a divulgar sua teoria, que é fortemente alvejada pelas empresas de anti-depressivos e é nessa terceira parte que Marco Polo conhece Anna, uma estudante de psicologia por quem se apaixona.
E o final? E o final é com vocês, chegou a sua hora de correr nos sites, livrarias e comprar o seu livro, garanto que você vai se apaixonar!
Você deve estar se perguntando: "Mas Gabriella, não há nada contra esse livro?" e te digo que eu tenho dois contras, um ficou por conta das histórias, ao longo do livro existem várias histórias que passam pela vida de Marco Polo e todas tiveram desfechos superficiais, acabei o livro repleta de perguntas, achei que o autor poderia ter aprofundado. Outro conta (não para mim) fica por conta daqueles que não entendem ou não curtem psicologia, tinham momentos que me sentia lendo um artigo sobre psicologia, isso pode desprender o leitor que estava envolvido na história.Fora isso, o livro é realmente incrível e apaixonante, vale a pena ler.
"Os professores são heróis anônimos, meu amigo. Trabalham muito, ganham pouco. Semeiam sonhos numa sociedade que perdeu sua capacidade de sonhar."



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